Arquivo do mês: novembro 2012

Insetos sociais

Tudo começara completamente por acaso, uma abelha que não desistia de entrar em sua lata de fanta enquanto jogava uns farelos de pão às tartarugas do lago da praça, que insistiam em ignorá-los dignamente, passatempo que adotara depois de estipular … Continuar lendo

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Reposições

Adoro mosquinhas de banheiro. Adoro. São mais independentes que gatos e ainda menores que as calopsitas. É claro que um cão demonstraria mais apreço pela dona, e que não suscitam a mesma gratificação narcísica que eu teria com um filho … Continuar lendo

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As morsas também se masturbam

Naqueles dias nublados de Rio de Janeiro, lua de mel. Passeavam pela orla com receio de tudo. Sua esposa e ele: passeavam de mãos dadas, paranóias sincronizadas pela praia poluída; claramente felizes. E receosos. Ele, tipo de nordestino que não … Continuar lendo

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Intervenções, ou A estréia das Salamandras

Na faculdade as sextas-feiras eram assim, uma entrada rápida, uns ois meio espalhados aleatoriamente pelo ar da sala abafada, uns apertos de mãos, uns beijos no rosto, quarenta minutos de rabiscos no caderno e trezentos e quarenta e oito passos … Continuar lendo

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Fósforos

Em Diadema finalmente estiava, depois do dilúvio. O cão de rua se sacudia ao seu lado, molhando-o. Não fazia tanta diferença higiênica, porque havia varzeado, horas atrás, metade de um quarteirão no qual, em dias secos, tinha que pular amarelinha … Continuar lendo

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Manhãs

Merda, por que tinha programado o despertador para tão cedo? Por que o modo soneca era tão instantâneo? Onde tinha ido parar a camisa cinza? Será que nunca iam aprender a apertar o tubo de pasta de dentes pelo começo? … Continuar lendo

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A cura do sedentarismo

Outra cerveja no Estrelete, meu bar de brega predileto. Não gosto de brega, até aqui – e aqui são seis anos de Brahma garrafa a cincão trincantes e o advento (e declínio) de pelo menos vinte bandas paraenses do sucesso. … Continuar lendo

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